Buriti

 

Nome Científico: : Mauritia vinifera Mart. ou M. flexuosa Lin. Fil.
Sinônimos e similares: M. setigera Griseb; M. armata, Mart. (buritirana), M. minor Burret; M. sphaerocarpa Burret. Família das Palmáceas.
Nomes Comuns: Além de Buriti, é também chamado de meriti, carandá-guaçú, carandaí-guaçu, muriti; palmeira de brejo, dependendo da região do país. A origem do nome parece estar ligada aos índios Tupis que a chamavam de "m'biriti" ou "a árvore que emite líquido". 
Origem: É uma das árvores-símbolo do Cerrado do Brasil, junto com o pequi. Dá nome a mais de dez cidades pelo interior afora. É encontrado do Pará ao Piauí até Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na Amazônia, uma variação Mauritia flexuosa é também bastante encontrada. Sua presença indica solos úmidos ou a existência de pequenos cursos de água, assim como áreas brejosas ou permanentemente inundadas.


A polpa é utilizada pura ou na forma de sorvetes, sucos, cremes, geléias, vitaminas, doces, paçocas, compotas, vinho ou rapadura. O doce da polpa do buriti é delicioso. Da árvore se aproveita praticamente tudo, sendo de grande utilidade à população no seu local de origem. Da parte interna do tronco (medula), se obtém farinha para pão e sagu (ipurana). Do caule obtém-se um líquido açucarado usado para vinho. Da polpa se obtém também óleo comestível. É possível liofilizar e pulverizar a polpa, obtendo-se uma farinha, de alto valor nutritivo. A "pele" branca que envolve caroço é utilizada para ração animal. O broto terminal da palmeira é utilizada para extração do palmito. Da amêndoa, faz-se óleo de tonalidade vermelho. Da incisão da inflorescência, antes de desabrocharem as flores, fornece um líquido adocicado que fermentado fornece do "vinho de buriti".O restante da árvore é utilizado de diversas maneiras. As folhas do broto terminal (olho) são utilizadas como cobertura de casas rústicas, chapéus, baús, cestos, vassouras, sacolas, capas de chuva. As suas fibras são utilizadas para confecção de redes e cordas. Os braços (pecíolos das folhas) são usados como rolhas de garrafas, brinquedos, cordas, camas, balsas. As folhas e braços inteiros, como remos de embarcações e "apaga fogo". A parte externa do tronco, como calhas para água . A polpa e seu suco é considerado energético e vermífugo. Óleo extraído da polpa é eficiente contra queimaduras, para alívio da dor e cicatrização, além de poder ser utilizado como protetor solar. É considerado uma fonte concentrada e altamente biodisponível de Vitamina A, juntamente com alto teor de lipídios. Estima-se que o consumo da polpa de 45 frutos somente sejam suficientes para a necessidade diária de Vitamina A. Os frutos são colhidos entre a primavera e o verão. Os frutos são obtidos predominantemente de forma extrativa em áreas de mata nativa, pela população local. Apesar de seu grande potencial, não é produzido em escala comercial.